
A vida vai acontecendo, tropeçando nos próprios pés mas, sabendo muito bem onde pisa. É assim que eu gosto de pensar pra evitar o desespero de saber que é o acaso que descontrola tudo por aqui. Ás vezes eu acordo meio triste, preguiça da vida, e invento um Deus pra me ouvir falar desse caos que é existir num mundo onde tem tanta gente querendo o que eu tenho, e outras tantas tendo o que eu quero. Mas eu não me permito mais enlouquecer, e fecho os olhos pro mundo pro dia não continuar tão triste.
A infelicidade tá sempre aqui pertinho, ás vezes ela se joga na minha frente querendo que eu me ajoelhe do lado e berre junto com ela. Mas ás vezes ela vem disfarçada em uma passagem pra felicidade, então não demora pro inferno aparecer e eu voltar de viagem desconfiada que o cara que eu tanto dizia amar vai ser pai, e a grávida não sou eu.
É. Isso é a vida tropeçando. Mas hoje eu acordei querendo ser feliz, então, certas dúvidas viram de estimação, e hoje em vez de contar pra Deus o que eu acho do que eu vejo, eu só pedi com toda alguma fé que eu tenha, que ele me ajude a permanecer de olhos bem fechados.

meu passado já passou, meu presente começa AGORA e meu futuro vai surpreender e incomodar muitas pessoas. FUI SER FELIZ E NÃO VOLTO!

Seja feliz, mesmo que sua felicidade incomode aos outros! É melhor ser feliz e incomodar, que, covardemente, compactuar e compartilhar a infelicidade de quem, egoisticamente, não sabe ser feliz com as coisas que tem.

Se fosse correto julgar, eu te julgaria por ser invejosa, falsa, duas caras, sem personalidade e sem caráter, e cá entre nós, minha vida me consome demais, sabe, eu vivo mesmo, eu tenho histórias pra contar, sou focada em mim, e diria que egoísta o bastante pra não viver a vida dos outros, eu não sou figurante da vida de ninguém, não fico horas gastando minha preciosa saliva pra falar mal das pessoas.
No fundo eu queria saber o que te prende tanto a minha vida, é incrível o que a inveja pode fazer com as pessoas, não é mesmo? Como elas se tornam ridículas e vivem ‘pagando pau’ por aí. O que eu quero dizer é que pode falar o quanto quiser, e quanto mais eu sei que minha presença te perturba, que meu jeito te irrita, mais prazer eu sinto em existir e permanecer presente. Ah, e pode pegar aquela cadeira na primeira fileira, te dou o direito de seguir assistindo a minha vida, mas agora de camarote, porque sei que os comentários ficarão por tua parte.

De domingo a quinta-feira eu espero o príncipe encantado, sexta e sábado saio a procura do lobo mau.

Eu, do fundo do meu coração, tenho um orgulho absurdo de ser quem eu sou. Não vou dizer que é fácil, e que nunca deu vontade de desistir, mas vale muito mais a pena continuar.

E quando você finalmente discar o meu número, ele estará ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender. E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos se encherão de lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados.Você encontrará a famosa solidão.A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é o tal tempo em que você tanto falava

Quero não sentir nada. Quero descansar meu coração de saco cheio das minhas invenções e precisando se preparar para viver algo de verdade.
Como será que é acordar e não esperar nada com o toque do celular, da campainha, do messenger, do e-mail, do ar, do chão? Como será que é sentir e gostar da vida pela sua calmaria e banalidade? Como será que é viver a banalidade sem achar que isso é banal?






